LÍNGUA CHINESA

Estudiosos acreditam que a escrita chinesa originou­se, há quatro mil anos atrás, e que a sua comunicação oral também teria sido tão antiga quanto a sua comunicação escrita (tornando esse idioma um dos mais antigos que se tem conhecimento). Essa linguagem pertence à família linguística dos idiomas Sino­Tibetanos e os chineses a denominam de Pu Tong Hua (普通話). Além desse termo, eventualmente os chineses também podem referir­se ao seu idioma, chamando­o de Han Yu (漢語) ­ “a língua dos Hans”(Han é o nome do principal e mais numeroso grupo étnico, dos muitos outros grupos étnicos antigos que formavam a civilização chinesa). Entretanto, o Han Yu também é falado pelos Huis, Manchus e por outros grupos étnicos que constituem 94% da população da China. Atualmente, há 56 grupos étnicos reconhecidos nesse país que fazem uso de, aproximadamente, oitenta linguagens diferentes e o idioma chinês possui variações de sete grupos principais de dialetos. O dialeto do Norte da China ­ que é o mandarim ­ abrange três quartos do território chinês e isso incluiria dois terços da população dessa área citada. Mesmo havendo a existência de diversos dialetos dentro da República Popular da China, o mandarim, também está presente em outros países e territórios asiáticos, os quais podemos citar: Hong Kong, Macau, Camboja, Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Taiwan.

Os textos chineses são compostos por um sistema de escrita logográfica (conjunto de imagens que definem sentido ou significado às coisas e objetos) que ainda é utilizado pelo mundo na atualidade. Ao contrário dos sistemas de alfabetos utilizados por diversas outras línguas, o mandarim é expresso por símbolos (caracteres), que são pictofonéticos (com sons específicos para suas representações gráficas). Muitos desses caracteres possuem um componente que indica o som e a sua fonética do caractere, combinado a um componente semântico (que pode ser o radical ou seu significado) o qual mostra a categoria de significado, a que o caractere pertence. Os caracteres chineses são monossílabos e geralmente cada um deles representa um morfema (fragmento mínimo de palavra que expressa significado). A quantidade total de caracteres está estimada num valor acima de cinquenta mil caracteres, dos quais cinco a oito mil caracteres são frequentemente usados, ao passo que apenas três mil são normalmente adequados para as situações do dia a dia. É dito que um chinês pode ser considerado alfabetizado quando este tem a capacidade de se comunicar (escrito e oralmente) ­ com pelo menos ­ dois mil a dois mil e quinhentos caracteres.

Além da quantidade imensa de caracteres, é essencial que ­ qualquer pessoa que for estudar a língua chinesa tenha conhecimento da sua composição de traços. Um considerável número de caracteres chineses são compostos de traços e, portanto, difíceis para serem escritos. Com o objetivo de facilitar a escrita dos caracteres chineses, diversos estudiosos têm se esforçado para continuamente simplificar o sistema de escrita chinesa. Os objetivos dessas reformas na escrita, basicamente, são dois: i) reduzir o número de caracteres, eliminando variantes complexas e; ii) reduzir o número de traços em alguns caracteres. Os chamados “caracteres simplificados” referem­se aos gráficos que foram modificados, enquanto que os chamados “caracteres tradicionais” são aqueles que ainda mantêm suas formas escritas e antigas. O uso dos caracteres chineses simplificados há anos tem sido uma política obrigatória adotada pela República Popular da China, enquanto que os caracteres tradicionais estão restritos basicamente aos estudos direcionados ao meio acadêmico (universidade).

Embora a língua chinesa seja bastante diferente dos sistemas de alfabetos de muitas línguas ocidentais (pelo menos, no que se refere ao seu aspecto escrito) esta língua, no entanto, possui aspectos semelhantes quanto à sua fonética. Com o objetivo de permitir que os caracteres chineses pudessem ser pronunciados, pelos povos estrangeiros, e para facilitar também a consulta dos caracteres chineses em dicionários, foi elaborado um “Projeto para o Alfabeto Fonético Chinês”. E o Governo da República Popular da China passou a promover a aplicação do referido projeto, que posteriormente ficou conhecido como o “sistema pinyin” (sons organizados) ­ e esse sistema adotou o alfabeto latino para transcrever os sons dos caracteres chineses. Além do pinyin, foram padronizadas marcações diacríticas que indicam quatro diferentes tons nos caracteres chineses. Por fim, estão listadas abaixo algumas características básicas e necessárias para a compreensão do mandarim. Essas características resumem brevemente o que pode ser visto em seus estudos:

  1. Diferentes categorias de caracteres para representar as mensagens escritas;
  2. Traços e radicais para indicar a composição dos caracteres;
  3. Transliteração da fonética dos caracteres chineses para as línguas de alfabeto latino (Wade­Giles e
  4. Gramática razoavelmente simplificada, quando comparada aos outros idiomas;
  5. Um caractere chinês pode expressar mais de uma leitura (significado);
  6. Estrutura fonológica com diferentes entonações nas palavras.

No Instituto Han de Cultura Chinesa (IHCC) o estudo do mandarim será conduzido por meio de workshops ou de mini­cursos que serão direcionados principalmente para as pessoas que tenham interesse em aprender um pouco dessa língua, de forma mais específica – como, por exemplo, participando de:

workshops de introdução à língua chinesa, oficinas de conversação (para alunos com um conhecimento intermediário ou avançado no idioma) ou em mini­cursos voltados para o turismo, etc. Para conduzir esses eventos, os professores ou palestrantes que forem ministrá­los podem ser professores chineses ou podem ser professores brasileiros que possuem comprovada fluência no idioma chinês. Para saber mais informações a respeito dos mini­cursos ou dos workshops de língua chinesa, escreva para o nosso e­mail institutohan@gmail.com ou ligue para o telefone (61)98256­5487.